sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O que pensar, quando descobrimos um "tumor"??

Bom, acabo de chegar com meu US nas mãos, com um diagnóstico: Endometrioma em ovário esquerdo...
Daí resolvi dar uma passeada aqui na net, para ler mais sobre o que há de novo para o seu tratamento...e encontrei um blog bem legal da Wendy e cia: http://trintrinta.blogspot.com/2010/08/endometrioma-ovariano.html#comment-form onde ela está passando por esta situação e foi pesquisar a respeito...onde deu a sua contribuição e abriu sobre sua vida, e que acaba criando um espaço para as mulheres que estiverem no mesmo barco poderem se dar as mãos e desabafar...

Pude além disso, verificar alguns importantes SENTIMENTOS a respeito da Endometriose ou Endometrioma, e concluí que estes sentimentos não são apenas de quem descobre que tem Endometrioma e sim, de quem descobre ter qualquer tumor em qualquer parte do corpo...

São tantos sentimentos e pensamentos, e já vem iminentemente o medo de morte ou o pensamento em torno dela...Destaco aqui, pedindo permissão e licença a Wendy e suas amigas para postar alguns relatos de sentimentos sobre o "tumor" :
"Só vejo as palavras... tumores, endometriose de parede, endometrioma e por ai vai."
"Ando pesquisando muito sobre o assunto que vem me atormentando e
 é uma doença cronica que me levará a batalhas longas a partir de agora."
"Sei bem o que é estar nesse lugar em que o chão parece faltar e o mundo já não está mais ao alcance de nossa mão. A cabeça da gente dá um nó. Afeta nossa feminilidade, nossa relação familiar e amorosa, nosso trabalho... Como diziam as autoras portuguesas daquela dissertação que falei mais em cima: Não é uma doença letal, mas "ela atravessa e mina a vida da mulher em todos os seus setores".
E logo depois eu escrevi um depoimento lá pra Wendy e as meninas:(e todas que lerem depois), dizendo assim:

Olá, meninas....olá Wendy!! que saudável ver vc abrindo seu "novo desafio" para as pessoas...bom, eu tenho um blog, sou médica e homeopata...e acabo de descobrir meu endometrioma...Semana que vem tenho consulta com minha gineco que é Homeopata tbm...Eu sou conservadora, aliás, nós homeopatas somos...E entendemos as doenças de forma um pouco diferente...primeiro, não gosto de chamá-lo de problema e sim de desafio...e no meu caso, o máximo que eu puder fazer para protelar a cirurgia, eu vou fazer...mas cada caso é um caso,não é mesmo? Acontece que hoje eu já conversei com ele,o meu corpo e com este endometrioma que ja está aí há não sei quanto tempo, como um intrigante e misterioso visitante...e posso te dizer, não fui hostil com ele, e o dei boas vindas!! vamos conviver juntos e tentar nos entender, até quando for possível...e não vejo o Endometrioma como um inimigo, só porque ele não é considerado algo normal...Acho que os Ocidentais precisam mudar a forma de ver as doenças...Uma delas é esta...os nossos endometriomas, bem como todos os milhares de "omas" não são nossos inimigos, e não vieram pra arrasar a nossa vida...e sim para que possamos descobrir algo...que ainda não sei o que é... eu sei que algumas pessoas com endometrioma não podem engravidar, mas poder  engravidar ou não, ser mãe ou não ser mãe, passa além de por a culpa em um "oma"...eu tenho uma prima que teve um mioma gigante, que invadiu até seu intestino e pôde ser mãe...entretanto, outras pessoas com todos os exames normais, não podem ser mães e não sabem o porquê...É preciso tentar compreender o porquê das coisas, e a Homeopatia sempre me ajudou nisto...E lidar com elas olhando para elas como algo a nosso favor, e não contra....Para mim, ter desafios é lutar COM e não contra eles, faz parte , e como faz parte, de estar Vivo!!

quero apenas finalizar aqui, com o que eu disse: como eu estou agora, apos saber que tenho um Endometrioma?? ótima!! a mesma de sempre!! Mas o que me surpreendeu e me deu vontade de escrever aqui, foram as palavras que eu li no blog da minha amiga, porque ainda não estou sentindo minha vida mudar porque agora eu o descobri...Sim, terei mais idas ao Ultra som, e a médica, mas e a MINHA ALMA, COMO ESTÁ? está a mesma!! não fiquei pior por isto, e continuo com os mesmos objetivos de vida. E se eu não puder ser mãe? bom, eu quero ainda contar com o ovário direito que está ok(e talvez o esquerdo tbm esteja) mas hoje não existem impedimentos para vc ser mãe se realmente desejar: existem milhares de crianças abandonadas em abrigos, esperando um braço materno que as leve, que as proteja e cuide a as dê uma família...

Vamos tentar mudar nossa forma de pensar? fico pensando nas definições que li no blog da minha amiga: TUMORES ME ATORMENTANDO, QUE ME LEVARÃO A BATALHAS LONGAS, AFETANDO MINHA FEMINILIDADE, E MINHAS RELAÇÕES,POR CAUSA DE UMA DOENÇA QUE CHAMAM DE LETAL(E FICA LETAL MESMO QUANDO SE PERMITE QUE ISTO CRESÇA NA SUA CABEÇA) QUE TEM O PODER DE ATRAVESSAR E MINAR A VIDA DE UMA MULHER EM TODOS OS SETORES...e o mesmo vale para todos os tumores e para a vida de um homem tbm...

Vcs que têm ou não têm algum tumor, querem pensar assim?? pois eu digo: que continuo sendo a mesma , apenas com um novo desafio, e como eu disse lá em cima: um intrigante e misterioso visitante, que recebo e aceito em meu corpo com respeito, e tentarei primeiro entendê-lo, e a que veio, e entender meus medos que surgirem ao redor dele, pois ele será mais um degrau de superação como os inúmeros degraus que já subi em minha vida, mas ele NÃO TERÁ TODO O PODER de me afetar,como eu li nos depoimentos acima,nem de mudar meu humor, nem meu ânimo sobre a vida, MUITO MENOS DE MINAR A MINHA VIDA, E EM NENHUM SETOR, porque este poder eu não dou a ele, mas sim, à minha Alma, de viver, e continuar me sentindo plena(porque quem sente é a Alma e não o tumor!!),e de continuar a pensar, e amar, e ser livre, porque minha alma sim, esta precisa sempre de melhores acertos, sempre se melhorar, sempre de ajudar ao proximo,de cuidar de quem precisar de mim,de refletir sobre meus erros e de me tornar alguem melhor...É ela sim, quem adoece, se eu permitir, mas agora, neste momento, MINHA ALMA ESCOLHE A VIDA, E NÃO ESTÁ NEM UM POUCO AFIM DE SE ENTRISTECER....vou ter doenças,e vamos continuar tendo-as porque NOSSO CORPO É MORTAL, mas a cada dia, quero livrar a minha ALMA, DA DOENÇA DO EGOÍSMO, DA MÁGOA, DO ÓDIO, DO MEDO, DO ORGULHO E DA SOBERBA....QUERO a minha Alma o mais saudável possível, porque ela , a minha ALMA , é tudo que tenho,e que SOU e que levarei....o resto, vai mudar, e vai passar....quem manda aqui é a minha Alma. Ou seja, quem eu tenho sido, é quem vai ditar a minha felicidade, o meu humor, a minha forma de lidar com as pessoas e minha vida, e não os ilustres e intrigantes "visitantes" que vez ou outra vão "surgir" em nosso corpo...Lembremos disto sempre!!
Um abraço carinhoso,
Lilian
 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tentativa infundada de protestar contra a Homeopatia...

BOM PESSOAL, ALGUMAS PESSOAS DEVEM TER FICADO SABENDO QUE UM GRUPO RESTRITO DE PESSOAS SE REUNIU PARA "PROTESTAR" CONTRA OS EFEITOS DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS....DIANTE DISTO, EU PUBLIQUEI AQUI, ALGUNS COMENTÁRIOS IMPORTANTES SOBRE O ACONTECIDO E MAIS ABAIXO, O POSICIONAMENTO EM NOTA OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA:
O “Estadão” de domingo (day after) deu a dimensão do “evento”: menos de 80cm2 (um cantinho inferior esquerdo da página A25, se não me engano), incluindo uma foto e quarto linhas, contando o titulo.
Segundo o Rubens (Presidente da APH) que esteve lá, acompanhado por umas poucas pessoas, não eram 15 mas 8 “manifestantes”. Pois bem, um fracasso retumbante.
Considero importante que se tenha em mente que esses indivíduos não podem ser considerados como críticos, uma vez que a postura da crítica é a de provocar respostas a certos questionamentos lícitos, o que visivelmente não é objetivo dessas pessoas. Na verdade, representam um grupo de baderneiros. A baderna, neste caso, tem a finalidade de desmoralizar, objetivo que será tão mais atingido quanto maior for o “barulho” produzido. Na manifestação da Praça Benedito Calisto o “barulho” foi bem pequeno, isto é, 8 manifestantes contra e mais ou menos 5 ou 6 a favor. Treze ou quatorze pessoas ao todo não mobilizam a mídia. Quanto menos gente melhor!
Nas vésperas do evento, entrei em contato com o Ari, que me pediu para contatar a Márcia Gutierres (já estavam elaborando um documento), para lhe transmitir a minha visão, isto é, a de que esse “movimento” seria ilegal e exigia uma abordagem diferente, além das que já estavam sendo feitas (igualmente necessárias, diga-se de passagem). Como presidente da ABFH, a Márcia tomou imediatamente as providências (além das que já tinha tomado) dentro do pequeno tempo que havia, através do departamento jurídico da Associação, que considerou o movimento ilegal em diversos aspectos, cabendo notificações ao MP e à ANVISA, ao menos inicialmente.
Chamei a atenção para o fato de esse movimento poder caracterizar perseguição ideológica ou discriminação dependendo da forma como for interpretado juridicamente. Quanto à essa possibilidade, ainda é necessária consulta à magistratura, mas seria de muita valia, caso fosse viável, para as próximas manifestações (ou tentativas de) uma vez que as leis do país são muito rígidas quanto a esses itens.
Continuo insistindo na questão legal porque considero, como disse anteriormente, o movimento como baderna e não crítica e acadêmica, o que exigiria resposta acadêmica.
É evidente que a Homeopatia, como qualquer parte da ciência, necessita evoluir pela pesquisa, não apenas no sentido de comprovar sua eficácia, mas também e principalmente no de fornecer respostas aos próprios homeopatas quanto ao seu modo de ação, possibilidades e limitações terapêuticas. É claro que a Homeopatia necessita, cada vez mais, fortalecer suas instituições e, nesse particular, talvez a mobilização causada por esse “movimento” seja um bom “combustível”. É indiscutível que, respeitando as particularidades, movimentos conjuntos das diversas áreas da Homeopatia serão mais eficazes do que os isolados e que se deva trabalhar nesse sentido. Todas essas ações são legítimas e necessárias na medida e no tempo certo. Para os baderneiros, portanto, tratamento para baderneiros. Vamos usar nossas instituições para colocar esses indivíduos nefastos nos seus devidos lugares.
Que esta circunstância seja mais um motivo de ânimo e união entre todos os homeopatas brasileiros e que possamos servir de exemplo para nossos colegas de outros lugares desse nosso amado planeta.
Abraço fraterno a todos, Romeu.

CÉTICOS VERSUS HOMEOPATIA: CONFLITOS DE IDÉIAS E DE INTERESSES.
NOTA OFICIAL da ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA.
Não é novidade saber que a homeopatia sofre ataques reiterados, em forma de surtos, como um
sofrimento crônico por parte dos desinteressados na saúde dos povos do Brasil e do Mundo; por
parte daqueles que buscam o caminho desesperado de lançar o ceticismo como arma de propaganda
contra esta TERAPÊUTICA que tanto tem ajudado as populações do mundo há mais de dois
séculos, nos seus diversos continentes. Com apelos publicitários expressivos, lançam mão agora de
falsos conceitos sobre a ciência, para enganar a opinião pública e principalmente tentar ludibriar as
INSTITUIÇÕES de ensino, de pesquisa e de profissionais. Seu objetivo central é tirar a chance
daqueles que porventura poderiam procurar a HOMEOPATIA como forma de tratamento,
subtraindo-lhes também a possibilidade de mais uma opção na busca de resultados satisfatórios para
seus sofrimentos. Os motivos verdadeiros que os movem, naturalmente se escondem atrás das
fontes de seus financiamentos. E estas fontes não são oriundas da ciência nem daqueles que são
sinceros com os interesses da mesma!
A homeopatia tem sido uma ferramenta a mais nas mãos das ciências médicas há mais de 200 anos,
prestando serviços à saúde das populações. Ao longo destes anos, os HOMEOPATAS jamais se
furtaram ao debate acadêmico e científico. Aliás, buscam com esforços permanentes, estarem
inseridos nos meios institucionais e propícios ao mesmo. E do ponto de vista da ciência, existe algo
que nunca se pode abrir mão: SÃO OS FATOS. Os resultados dos tratamentos daqueles que
buscam a HOMEOPATIA são fatos repetidos em todos os lugares deste planeta, onde ela possa
surgir e ser aplicada, com técnica e método bem descrito e publicado, acessível a todos, bem
diferente dos produtos e conhecimentos patenteados, que se tornam objetos restritos a países e
empresas que os detêm por puros interesses econômicos. Os resultados clínicos são A
PROPRAGANDA principal da homeopatia, responsável pelo seu crescimento no Mundo e
constatado pela própria Organização Mundial de Saúde, em seus sucessivos relatórios dos últimos
anos. Vale ressaltar que uma parcela expressiva destes pacientes percorrem previamente outros
caminhos de tratamentos, e poderiam bem ter obtido resultados de efeito placebo com qualquer
outra técnica ou por simples sugestão. É importante salientar que a Organização Mundial de Saúde,
além de constatar o crescimento do uso da homeopatia nos diversos continentes, vem também
adotando como estratégia o incentivo aos seus países membros, para que adotem o uso da
homeopatia como recurso terapêutico e adotem pesquisas sobre a segurança e a eficácia de seu uso.
Na tentativa de explicarem os efeitos da HOMEOPATIA, inúmeros homeopatas e pesquisadores ao
longo da história, procuraram teorizar sobre esta forma terapêutica. No entanto, em ciência, a
teorização é uma permanente tentativa de explicação do fenômeno, e para alcançar tal objetivo, esta
se modifica ou se ajusta, acompanhando novas descobertas, até que se chegue a uma conclusão
teórica satisfatória em relação ao conhecimento científico. Isto faz parte da história do
conhecimento. Uma teoria não nega cientificamente um fato. Ao contrário, é o fato que pode negar
ou confirmar uma teoria. O fato, enfim, não existe devido a uma teoria, mas ao contrário, uma teoria
existe devido a um fato. Eis a questão central. Os grandes laboratórios, quando lançam no
mercado suas drogas, o fazem com alarde de muitas teorias, falando sobre seus efeitos, explicando
teoricamente como e porquê funcionam. Depois de algum tempo, quantas delas são retiradas do
mercado, por apresentarem efeitos não previstos em suas formulações e teorizações, muitas vezes
fatais e/ou mutiladores de seres humanos. Outras vezes, apresentam reações terapêuticas novas, não
evidenciadas em suas pesquisas, incorporando nova indicação de seu uso terapêutico. SÃO OS
FATOS OBSERVADOS PELA EVOLUÇÃO CLÍNICA DOS PACIENTES E DOENTES que
atestam e cientificamente definem o valor de um tratamento, pois a prova final será dada pela
qualidade dos resultados clínicos, em termos de segurança e eficácia, para a medicina. Assim é a
ciência. Assim também é a ciência médica. Dizer que a teoria está acima dos fatos, é colocar a
ciência de cabeça para baixo. Isto é gesto e atitude daqueles que não têm boas intenções para com o
conhecimento.
Quanto ao uso de qualquer medicamento, é preciso lembrar que em primeiro lugar, se leva em
consideração a segurança do mesmo. No caso dos medicamentos homeopáticos, a descoberta e o
desenvolvimento da técnica de seu preparo, de forma dinamizada e em doses pequenas
(popularmente conhecidas como doses homeopáticas), foi o fator definitivamente seguro para o seu
uso, pois afastou a possibilidade de efeitos tóxicos, tão bem demonstrado pelos manifestantes. O
segundo critério para o uso de um medicamento, diz respeito à sua eficácia. Neste caso, a eficácia
do medicamento homeopático, por ser usado em pequenas doses, está ligada à qualidade do
medicamento escolhido, e não à sua quantidade. É a escolha criteriosa do medicamento para cada
paciente, de forma que este seja sensível ao mesmo (escolha qualitativa) que pode fazê-lo reagir ao
mesmo, ainda que a pequenas doses. Eis o segredo do seu funcionamento: Isto se deve à aplicação
da chamada lei dos semelhantes. Usar o mesmo medicamento para um conjunto de indivíduos que
não apresentem semelhanças sintomatológicas entre si e nem tampouco com o medicamento
utilizado, e desejar efeitos, é puro desconhecimento sobre o assunto.
Outro objetivo dessas manifestações de ataque contra a homeopatia se dão também no sentido de
querer afastá-la dos serviços de saúde pública nos países onde a mesma está presente. A
preocupação que os move não é com os gastos com a homeopatia nos serviços públicos onde a
mesma está inserida, pois estes não são capazes de desequilibrar nenhum orçamento. A
humanidade, que nos tempos modernos, se vê às voltas com inúmeras doenças, sejam as crônico
degenerativas, sejam as epidêmicas infecto-contagiosas emergentes ou re-emergentes, que desafiam
os sistemas de saúde do mundo todo para serem enfrentadas e resolvidas de forma definitiva,
encontrando limites no conhecimento; na tecnologia; na capacidade de solução definitiva; nos
custos financeiros cada vez mais elevados aos sistemas sanitários, ainda que conte com grandes
avanços e conquistas nos conhecimentos e na tecnologia médico-farmacêutica, continua tendo na
HOMEOPATIA uma aliada, se somando aos outros esforços das diversas especialidades na área
médica.
Sabemos que a crise econômica na EUROPA e nos EUA tem feito com que empresas manifestem
seu lado mais selvagem, na competição pelo mercado. No entanto, queremos afirmar que isto
jamais se deve fazer às custas da saúde e da vida humana. REPUDIAMOS TAIS AÇÕES E
REAFIRMAMOS O RESPEITO À VIDA.
No Brasil, a HOMEOPATIA está presente há 170 anos, prestando serviços ao nosso povo desde
então, inclusive aos escravos, que não tinham garantias de atendimento público de saúde e muito
menos privado, nos primeiros tempos de sua chegada a este País. Hoje, há uma grande luta pela
ampliação de sua presença no SUS e nas UNIVERSIDADES. Tem o seu reconhecimento como
especialidade médica junto ao Conselho Federal de Medicina desde 1980, e vem construindo um
grande amadurecimento nas relações institucionais, particularmente mais intenso no convívio
fraterno com todas as outras especialidades médicas, junto ao Conselho Federal de Medicina e à
Associação Médica Brasileira. Neste sentido, os médicos homeopatas se prestam à mesma luta pelo
aprimoramento e respeito ao trabalho médico, dividindo com todas as especialidades irmãs, a
responsabilidade de elevar o prestígio e a qualidade da nossa medicina. Por isso, o nosso repúdio a
este movimento de pseudo-céticos ingleses, que procuram expandir mundo afora os seus
ataques à Homeopatia, que insultam deliberadamente a inteligência, a autonomia, as instituições, a
auto-determinação e a soberania da nação brasileira!
Dr. Carlos Alberto Fiorot,
Presidente da ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PASSEIO SOCRÁTICO (PARA REFLETIR)

GENTE, O ANO COMEÇOU E SEMPRE NOS PROPOMOS ALGUMAS MUDANÇAS, E ALGUMAS REALIZAÇÕES MAIORES....FICA AÍ UM TEXTO BELÍSSIMO QUE ME OPORTUNIZOU UMA ÓTIMA REFLEXÃO!!...BJS, LILIAN
(obrigada ao meu amigo, Henderson, por ter me enviado este texto, aliás,obrigada publicamente, por sempre me enviar textos belíssimos!)

*PASSEIO SOCRÁTICO*

Ao  viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro  café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois  modelos produz felicidade?'

Encontrei  Daniela, 10  anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à  aula?'

Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.

Comemorei: 'Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'.

'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo  super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. O  culto ao corpo é fatal: silicone, plásticas, lipo... gasta-se tanto dinheiro para alcançar o corpo perfeito! Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como  estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual.

Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais... A  palavra hoje é 'entretenimento'.

Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não  consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis,  usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'

O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center.

É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas  arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belassacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald...

Costumo  advertir os balconistas que me cercam à  porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"

*Frei Betto*